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Biografia e genealogia de Francisco de Paula e Maria Isabel |
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"Chico Ribeiro - Chico de Paula" |
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Francisco de Paula Ribeiro |
Maria Isabel Coutinho Ribeiro |
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Em virtude de invasão de privacidade ocorrida e a segurança de
todos os envolvidos, as histórias e fotos dos familiares foram
retiradas da internet. |
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Artigo publicado em um jornal do grupo "Diários Associados" aproximadamente em 1942 |
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Sua história |
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Francisco
de Paula Ribeiro nasceu na cidade de Pelotas, na Província (atual
Estado) do Rio Grande do Sul, Brasil, no dia 22 de janeiro de 1851. Foi
batizado no dia primeiro de janeiro de 1852 na Matriz de São Francisco de
Paula de Pelotas, pelo Vigário Pe. Antonio da Costa Guim. Foram seus
padrinhos o avô materno Antonio de Moraes de Figueiredo Vizeu (em
outra certidão consta os avós maternos) e sua tia materna Maria
Elizia Rodrigues Vizeu. |
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Carta escrita por Noé Ribeiro, seu filho, em 24 de outubro de 1949, à Guilherme E. Winter, contando um pouco sobre a vida e obra de seu pai |
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“Meu Caro Ernesto |
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De
acôrdo com o que te prometi dou, a seguir, um relato do que sei a
respeito da vida privada do nosso saudoso Pai. Como dos mais moços de
nossa numerosa família, pouco sei de positivo e o que ouvia eram
sempre vagas e lendárias referências à sua atribulada mocidade.
Infelizmente pouco convivi com êle, pois tinha apenas dezessete para
dezoito anos quando o perdi. A indelevel lembrança que dele tenho, é
a de sua extrema bondade, de sua fina educação e de seu bom senso. |
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DIARIO
DE S. PAULO
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Domingo, 30 de novembro de 1947- Pagína 3 |
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"Os jornais, ha dias, quando das comemorações do
centenario de nascimento do grande engenheiro Guilherme Benjamim
Weinschenk, ao fim de extensos e merecidos comentarios quanto a esse
eminente profissional, diziam o seguinte:“ |
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Sua participação na Cia Docas de Santos |
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Houve
três períodos distintos: |
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Veja carta escrita por Candido Gaffrée à Francisco de Paula em 1902 |
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"Rio 3 – São Paulo commemorou as bodas de ouro das Docas de Santos com uma effusão que mostra como a grande companhia se identificou com a communidade a que ela serve. Pensamos em outra empresa nacional ou estrangeira, mais bem administrada que as Docas e difficilmente encontraremos. Ellas são o que há de precioso na capacidade de direção do homem brasileiro. Santos, São Paulo e o Brasil têm de que se orgulhar da força invencível do caráter das duas gerações que fundaram e mantêm esse patrimônio. A construção do Porto de Santos em 1888 concebida por um grupo de brasileiros e levada a effeito por capitaes nacionais era um verdadeiro desafio mandado ao Brasil ainda colonial daquella epoca. Na equipe dos tres gaúchos que emprehenderam a companhia Docas de Santos existe uma escola de caracteres de alta virilidade moral. É bonito, após meio século lançar os olhos sobre a estrada percorrida e ver o triumpho alcançado pelo trabalho indefeso pela pertinácia e pelo optimismo de lutadores que nem um instante esmoreceram na peleja. Mas é preciso não esquecer de quantas decepções, de quantos desassocegos, de quantos sofrimentos não se faz uma vida de cincoenta anos ! Depois de Santos outros grandes portos se edificaram no Brasil. Só no porto do Para, o grupo da Brazil Railway lançou seis milhões esterlinos. Que são hoje esses seis milhões senão uma miserável lama igual à do fundo da baia de Guajará? Tem o grupo Booth a concessão do porto de Manaos. Há três décadas os inglezes que ali puseram as suas libras não vêm um penny de dividendo. A desgraça e a ruína financeira sistematizada se têm abatido sobre os capitaes particulares collocados em vários serviços portuários nossos, sem que se possa accusar de malversação qualquer das empresas que os dirigem. Santos equivale a uma exepção, pella aliança unica da notavel prosperidade do hinterland paulista e a aptidão creadora e organizadora do grupo de homens, que tomou a si a construcção do porto. O actual presidente, que é o sr. Guilherme Guinle, mantem intacta a herança espiritual de seu antecessor. Candido Graffree. Esse guasca era rustico, lucido dotado de uma brutalidade de temperamento que se casava ao poder terrivel da vontade. Desde 1919 na direcção suprema dos negocios das Docas, Guilherme Guinle é um presidente de perfeita symetria. Elle conduz as Docas com a fina consciencia de um homem publico. Antes dos 40 annos se despojava voluntariamente da maior parte da sua forutna para edifcar esse monumento à beneficencia que é a fundação Gaffree-Guinle. A massa das suas acções em favor da sciencia e da caridade é incalculavel. Que metro mais rigoroso para aferir do valor de um ser humano do que pelo seu interesse pelas coisas scientificas e philantropicas? Poucos sabem que todo o ardente e imcomparavel esforço do prof. Alvaro Osorio, na luta contra o cancer tem como animador Guilherme Guinle na consciente maturidade do seu dever social. Escrevendo acerca das Docas de Santos, quero recordar aqui um trecho da conversa que entretive há cinco annos, com Helio Lobo, quando esse eminente diplomata e escriptor compunha a sua memoria da vida da poderosa empresa. Pesquisando documentos, Helio Lobo chegara a conclusão de que, ao duo Gaffree-Guinle, faltava um terceiro elemento, de importancia decisiva na fundação das Docas. Pediu-me, com insistencia, que eu o ajudasse a reunir elementos que lhe permitissem pôr em destaque a acção de Francisco Ribeiro, como uma trave mestra no edificio do porto de Santos. E eu citei-lhe, logo de saida, o depoimento de João Alfredo. Frequentei com assiduidade entre 1915 e 1919 esse meu velho parente, que por signal occupou a presidencia de São Paulo. Intimo amigo de Candido Gaffree, entretanto, custumava dizer-me que o porto de Santos (cuja concessão fora dada por um gabinete por elle presidido) resultara de uma trindade. E, a seu ver, a parcella de Francisco Ribeiro no commetimento revestira qualquer coisa de prophetico. Elle fora o irressistivel e romantico sonhador da idéa. Francisco Ribeiro era tido como visionario. O seu papel assume uma belleza singular na fundação das Docas porque elle foi o homem dos homens, no grande emprehendimento. Nem se poderia comprehender que, vivendo no Rio de Janeiro, Candido Gaffree e Eduardo Guinle lograssem viver a idéa do porto de Santos como ella palpitava na alma de Francico Ribeiro. A illusão que por tantos anos o possuiu, e que era a sua força e o seu fraco, essa lhe era dada pela existencia mesma na cidade de Santos e a comprehensão pratica do grave problema do escoamento da producção da provincia. Negociante, no entreposto mercantil de São Paulo, elle enxergava, com uma lucidez prodigiosa, a significação de um caes atracavel dentro daquele organismo economico que dia a dia mais se desenvolvia e avolumava. Francisco Ribeiro se deu ao Porto de Santos de instincto de alma e de coração, obedecendo as forças obscuras do seu ser. A recordação que do seu nome fez Guilherme Guinle, no seu primoroso discurso é um preito de justiça e de amor a verdade historica." |
Matéria
publicada no jornal “O ESTADO DE S. PAULO” dia 14/07/1915,
FOLHAS 5.
FALLECIMENTOS
Em
sua residência, à avenida Paulista 124, finou-se hontem, as 13 horas,
victima de longa e pertinaz molestia, o sr. Francisco de Paula Ribeiro,
conhecido capitalista aqui residente.
O finado, que contava com 65 annos de edade, gosava de grande consideração,
não só aqui como em Santos.
Essa
consideração era merecida. Espirito pratico, energico, homem de acção,
teve o seu nome ligado aos maiores emprehendimentos do nosso Estado.
Sabia aplicar os seus capitaes. Não se limitava a empregal-os em
pequenas iniciativas industriaes e commerciaes. A Companhia Docas de
Santos e varias vias ferreas do Estado devem-lhe, além do seu concurso
material, o da sua intelligencia.
Era pois, um homem respeitavel, util e prestável, sendo digno das
numerosas sympathias de que gosava no nosso meio.
Deixa
viuva....